O que é e como elaborar um mapa de riscos ocupacionais?
O que é e como elaborar um mapa de riscos ocupacionais?
O mapa de riscos ocupacionais é uma ferramenta essencial na área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), representando graficamente os riscos presentes no ambiente laboral. Ele permite identificar, classificar e visualizar os diferentes tipos de riscos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais), facilitando a análise e o controle dos perigos que podem afetar a segurança e a saúde dos trabalhadores. Embora não seja mais uma obrigação legal desde a portaria MTP nº 422/2022, sua elaboração continua sendo uma prática recomendada, especialmente em processos de conformidade regulatória.
Para que serve o mapa de riscos?
O mapa de riscos possui três objetivos principais:
- Divulgar os riscos existentes no ambiente de trabalho de forma simples e visual.
- Facilitar a Análise de Riscos e o desenvolvimento de medidas preventivas.
- Promover a cultura de segurança, conscientizando os trabalhadores sobre os riscos e a importância de prevenção.
Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho mostram que, entre 2002 e 2022, ocorreram mais de 6,7 milhões de acidentes de trabalho no Brasil, resultando em mais de 25 mil mortes. A utilização do mapa de riscos e outras ferramentas de SST, como as oferecidas pelo Grupo VIKON, é crucial para mitigar esses números.
Elementos do mapa de riscos
O mapa de riscos é composto por elementos gráficos simples, com círculos de diferentes tamanhos e cores que representam os tipos e a gravidade dos riscos:
- Riscos Físicos (verde): Ruídos, calor, frio, radiações, vibrações, pressão anormal.
- Riscos Químicos (vermelho): Vapores, gases, poeiras, fumos e líquidos tóxicos.
- Riscos Biológicos (marrom): Vírus, bactérias, fungos, parasitas.
- Riscos Ergonômicos (amarelo): Posturas inadequadas, movimentos repetitivos, jornadas prolongadas.
- Riscos Acidentais (azul): Quedas, choques elétricos, explosões, colisões.
O tamanho dos círculos também é importante: círculos grandes representam riscos graves e não controlados, enquanto os menores indicam riscos de menor gravidade.
Importância do mapa de riscos ocupacionais
Além de fortalecer a cultura de segurança, o mapa de riscos traz os seguintes benefícios:
- Conformidade legal: Embora não seja mais obrigatório, ele auxilia na implementação das normas NR 5 (CIPA) e NR 9 (PPRA e PGR), facilitando o cumprimento das exigências regulatórias.
- Análise de Risco: Facilita a avaliação preliminar e detalhada dos perigos ocupacionais.
- Aumento de produtividade: Reduz acidentes e afastamentos, contribuindo para um ambiente de trabalho mais eficiente.
Responsáveis pela elaboração do mapa
A elaboração do mapa de riscos é de responsabilidade da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), com o apoio do SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) e a participação ativa dos trabalhadores.
Passo a passo para elaborar um mapa de riscos
- Mapeamento e identificação dos riscos:
- Realize inspeções e auditorias de segurança.
- Analise registros de acidentes anteriores.
- Utilize checklists e entrevistas com trabalhadores.
- Classificação e categorização:
- Identifique os tipos de riscos (físicos, químicos, biológicos, etc.).
- Avalie a gravidade e a probabilidade de cada risco.
- Divisão do ambiente e identificação dos expostos:
- Divida o ambiente em setores e identifique grupos homogêneos de exposição (GHE).
- Ações de controle:
- Proponha medidas preventivas, como uso de EPIs, mudanças estruturais ou treinamentos.
- Desenho do mapa:
- Utilize a planta baixa do ambiente ou crie um croqui.
- Insira os círculos com cores e tamanhos conforme os riscos identificados.
- Aprovação e divulgação:
- Submeta o mapa à aprovação da CIPA, SESMT e gestores.
- Fixe o mapa em locais visíveis para conscientizar os trabalhadores.
Ferramentas complementares para otimizar a SST
Embora o mapa de riscos seja fundamental, outras ferramentas e tecnologias podem ser usadas para otimizar a gestão de SST, como:
- Análises de risco: FMEA, Análise Preliminar de Risco (APR) e Matriz de Risco.
- Tecnologias de monitoramento: Sensores IoT, drones e equipamentos vestíveis (wearables).
- Treinamento e capacitação: Programas como a SIPAT e plataformas de e-learning.
- Softwares de gestão: Ferramentas como checklists digitais, planos de ação automatizados e monitoramento de dados em tempo real facilitam a identificação e o controle de riscos.
Como a VIKON pode ajudar?
O Grupo VIKON, especialista em SST, ESG e compliance regulatório, oferece soluções completas para a identificação e controle de riscos ocupacionais, alinhadas às melhores práticas de mercado. Com equipes multidisciplinares formadas por engenheiros, técnicos de segurança e jurídicos, a VIKON é referência na elaboração de mapas de riscos, gestão de SST e conformidade com normas como NR 5, NR 9 e PGR.
Além disso, o uso de tecnologias inovadoras, como sistemas de monitoramento IoT e ERPs integrados, garante uma abordagem ágil e eficiente para promover ambientes de trabalho mais seguros e produtivos.
Conclusão
O mapa de riscos é uma ferramenta poderosa para a prevenção de acidentes e promoção de seguran