Guia NR 35 Atualizada: O que é e como aplicar a regulamentação de trabalhos em altura?
Guia NR 35 Atualizada: O que é e como aplicar a regulamentação de trabalhos em altura?
A Norma Regulamentadora n.º 35 (NR 35) estabelece requisitos mínimos de segurança para trabalhos realizados em alturas superiores a dois metros, prevenindo quedas e priorizando a saúde ocupacional. Sua última atualização, ocorrida em 2023 e 2024, trouxe melhorias importantes, incluindo critérios mais detalhados para treinamentos, documentação e inspeções, além de exigências relacionadas a sistemas de proteção e ancoragem.
Importância da NR 35
A norma busca reduzir os altos índices de acidentes envolvendo trabalhos em altura, que ainda representam uma das maiores causas de afastamentos e óbitos no ambiente ocupacional no Brasil.
O que prevê a NR 35?
Planejamento e organização
A NR 35 exige que o trabalho em altura seja precedido por um planejamento rigoroso, incluindo:
- Análise de Riscos (AR) e Permissão de Trabalho (PT).
- Escolha e inspeção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs).
- Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão (POP).
- Capacitação e autorizações dos trabalhadores.
Responsabilidades do empregador
O empregador é responsável por:
- Garantir treinamentos com carga mínima de 8 horas (incluindo reciclagem periódica).
- Disponibilizar EPIs adequados e em boas condições.
- Implementar sistemas de proteção coletiva e individual.
- Realizar inspeções periódicas nos equipamentos e pontos de ancoragem.
Atribuições do trabalhador
Os colaboradores devem:
- Participar de treinamentos e seguir as orientações de segurança.
- Usar os EPIs e EPCs corretamente.
- Notificar riscos e exercer o direito de recusa em situações inseguras.
Atualizações recentes na NR 35
As alterações mais recentes incluem:
- Documentação: Registros obrigatórios por até 5 anos e maior acesso dos trabalhadores às informações de segurança.
- Anexo III: Detalhamento sobre uso de escadas e talabartes com absorvedores de energia.
- Sistemas de ancoragem: Planejamento por profissionais habilitados.
- Inspeções regulares: Obrigatoriedade de vistorias no Sistema de Proteção Individual Contra Quedas (SPIQ).
- Registro no CREA: Planejadores das atividades devem ser registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia.
Principais riscos previstos
Entre os riscos mais comuns estão:
- Quedas: Desequilíbrios e queda de objetos.
- Problemas de ergonomia: Posturas inadequadas e esforço repetitivo.
- Fatores climáticos: Trabalho em condições adversas, como ventos fortes ou chuvas.
- Fadiga: Exigências físicas e psicológicas do trabalho.
- Uso inadequado de EPIs: Falhas ou ausência de manutenção.
Como implementar a NR 35?
- Checklists e inspeções
Crie checklists detalhados para avaliar riscos, condições dos equipamentos e cumprimento das diretrizes da norma. - Treinamento e capacitação
Garanta formação prática e teórica periódica para os trabalhadores. - Planos de ação para correção
Use metodologias como 5W2H para corrigir desvios encontrados. - Documentação e registros
Centralize informações, mantendo-as acessíveis e organizadas para auditorias. - Revisão contínua
Avalie periodicamente os processos para implementar melhorias.
Tecnologia como aliada na gestão da NR 35
Soluções digitais, como sistemas de gestão de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), podem automatizar processos, facilitar a coleta de dados e monitorar o cumprimento das normas. Isso resulta em:
- Redução de acidentes.
- Inspeções mais rápidas e eficazes.
- Relatórios centralizados e acessíveis.
Empresas que adotaram essa abordagem, como Telhanorte e Elastri Engenharia, alcançaram reduções significativas de acidentes, reforçando a importância da digitalização na gestão de SST.
Conclusão
A adequação à NR 35 é essencial para empresas que realizam trabalhos em altura, não apenas para garantir conformidade legal, mas também para proteger a vida e a saúde dos trabalhadores. Investir em tecnologia, treinamento e planejamento contínuo é o caminho para um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente.