Saiba tudo sobre Equipamento de Proteção Individual ou EPI
Saiba tudo sobre Equipamento de Proteção Individual ou EPI
A Norma Regulamentadora NR 6 estabelece a obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) em situações onde o ambiente ou as atividades de trabalho apresentem riscos à saúde e segurança do trabalhador.
Os EPIs são itens essenciais para preservar a integridade dos profissionais durante suas atividades laborais. Entre os exemplos mais comuns estão capacetes, luvas, óculos de proteção e máscaras, exigidos por lei em diversas funções para minimizar riscos de acidentes, contaminações e outras exposições perigosas.
Estudos do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, entre 2020 e 2022, indicam que as lesões mais comuns incluem cortes, lacerações, feridas contusas e fraturas, somando mais de 240 mil acidentes de trabalho. As partes do corpo mais afetadas são os dedos (113 mil casos), pés (110 mil) e mãos (92,5 mil). Esses números evidenciam a importância do uso correto dos EPIs para proteger os trabalhadores e prevenir acidentes.
Apesar dessa importância, ainda persistem dúvidas sobre os EPIs entre trabalhadores e gestores. Por isso, neste artigo, você entenderá tudo sobre esses equipamentos, desde seus principais tipos até a maneira adequada de gerenciá-los. Acompanhe!
O que é EPI?
EPI significa Equipamento de Proteção Individual. Como o nome sugere, esses equipamentos têm a função de proteger o colaborador contra riscos no ambiente de trabalho. Entre os exemplos estão capacetes, luvas, óculos de segurança, protetores auriculares e máscaras respiratórias.
O uso dos EPIs é obrigatório em serviços que envolvem riscos à saúde, sendo frequente na construção civil, saúde, agronegócio, mineração, indústrias e no setor elétrico. A NR 6 exige que as empresas forneçam gratuitamente os EPIs adequados sempre que:
- As medidas de segurança coletivas não ofereçam proteção completa;
- As medidas de proteção coletiva estejam em fase de implementação;
- Seja necessário atender situações emergenciais.
A avaliação das necessidades de EPIs é atribuição da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) em conjunto com o SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).
Para que serve o EPI?
O principal objetivo do EPI é proteger a saúde e segurança do colaborador, prevenindo acidentes e doenças ocupacionais. Além disso, os EPIs geram benefícios econômicos às empresas. Por exemplo, em ambientes com níveis de ruído acima do permitido, as empresas são obrigadas a pagar adicional de insalubridade. No entanto, fornecendo protetores auditivos adequados, os danos são evitados e o adicional pode ser eliminado, conforme diretrizes da NR 15.
Importância do EPI na segurança do trabalho
O uso de EPIs vai além de uma obrigação legal. Esses equipamentos também previnem complicações de saúde a longo prazo, como problemas auditivos, de pele ou visuais, decorrentes da exposição a agentes nocivos.
Cumprir a legislação é fundamental para evitar multas, processos judiciais e crises de imagem, garantindo a conformidade com as Normas Regulamentadoras.
Benefícios do EPI
- Segurança dos colaboradores: Protege contra acidentes e doenças ocupacionais, garantindo um ambiente de trabalho mais saudável.
- Aumento da produtividade: Equipamentos adequados evitam atrasos e afastamentos, assegurando maior eficiência no trabalho.
- Adequação às normas: O fornecimento de EPIs cumpre a NR 6, minimizando riscos legais e financeiros.
- Fortalecimento da imagem da empresa: Empresas que prezam pela segurança são mais bem-vistas no mercado e ganham credibilidade.
Principais tipos de EPI
A NR 6 lista os EPIs de acordo com a parte do corpo protegida:
- Cabeça: capacetes, capuzes e balaclavas.
- Olhos e face: óculos de segurança, viseiras e máscaras de solda.
- Auditiva: protetores auriculares e abafadores de ruídos.
- Respiratória: máscaras, filtros e respiradores.
- Tronco: aventais e coletes.
- Membros superiores: luvas, mangotes e cremes protetores.
- Membros inferiores: botas, coturnos, perneiras e calças.
- Corpo inteiro: macacão e vestimentas especiais.
- Proteção contra quedas: cintos e cinturões de segurança.
Os EPIs devem ser escolhidos com base na Análise Preliminar de Risco (APR), que identifica os riscos de cada atividade. Quando as medidas coletivas não são suficientes, o uso de EPIs é implementado para garantir proteção adicional.
Quem deve usar EPI?
O uso de EPIs é definido a partir dos riscos identificados. Profissionais de diversas áreas, como eletricistas, pedreiros, serralheiros, soldadores, operadores de empilhadeira e trabalhadores da saúde, devem utilizar equipamentos específicos conforme a atividade desempenhada.
A responsabilidade pelo uso adequado do EPI é compartilhada:
- Empresas: devem fornecer os equipamentos gratuitamente e garantir treinamento sobre seu uso correto.
- Colaboradores: devem usar os EPIs corretamente e em todos os momentos necessários.
Conclusão
Os Equipamentos de Proteção Individual são essenciais para a segurança dos trabalhadores e para o cumprimento das normas legais. Com o uso adequado dos EPIs, as empresas não apenas protegem seus colaboradores, mas também promovem um ambiente de trabalho mais seguro, produtivo e em conformidade com as legislações vigentes.
Ao investir na segurança, as organizações fortalecem sua imagem no mercado e demonstram responsabilidade com seus profissionais, o que é essencial em um cenário de conformidade regulatória e boas práticas de gestão.